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A construção e a reconstrução

postado em 16 de nov de 2009 10:36 por Lucien C.   [ 16 de nov de 2009 10:38 atualizado‎(s)‎ ]
8 de Setembro de 2008

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“Drops sabor inspiração e cultura coloridos afetivamente.”

“Drops de Pérolas 005”


Muitas construções arquitetônicas possuem um evidente exagero formal onde seus elementos produzem um efeito que, num primeiro momento, se tornam muito atraentes. Essa forma de comprometimento exclusivo com a imagem atinge a estabilidade do sistema. Ou seja, suas partes estruturais se compõem de elementos inconsistentes e insuficientes para manter os reluzentes revestimentos do cenário montado.

Outras construções, por preocuparem-se demasiadamente com os elementos estruturais que as aproximam da indestrutibilidade, abrutalham-se ao perderem a sutileza e proporção. Perderam, ainda, a sua autenticidade.

Tanto um caso como o outro, requerem uma reconstrução. Para que a nova construção seja verdadeira e harmoniosa deve-se salvar as partes mais significativas, tanto de uma como da outra. Isso só é possível se ambas passarem por um processo de desconstrução de ambas – e não de demolição.

A nova composição deverá conectar cada parte preciosa, tal qual os fios mágicos de Artur Bispo do Rosário ou os mosaicos de Gaudí.

Assim como as construções arquitetônicas, as relações em uma corporação moderna devem manter uma estrutura eficaz, porém sem perder a estética ou proporção. E, em se tratando de projetos de educação, as iniciativas que se preocupam com a imagem como primeiro foco, não devem perder a unidade e seu objetivo maior: a formação de um profissional integral.

Sem a arte, isso não será possível.

por Roberto Pompéia
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