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Download da Tese "O LABORATÓRIO NO ENSINO DA ARQUITETURA"

postado em 28 de jul de 2010 06:57 por Fabio Woody   [ 28 de jul de 2010 07:17 atualizado‎(s)‎ ]




Faça o download gratuito da tese de Doutorado do ahático Roberto Pompéia (arquiteto).

A tese apresenta a experiência dos "Laboratórios de Habitação" como vivência educacional essencial à formação de bons futuros arquitetos.

Para baixar, clique aqui.

Companhia dos Amigos na Revista Sábado (Portugal)

postado em 19 de nov de 2009 06:25 por Lucien C.   [ 19 de nov de 2009 06:27 atualizado‎(s)‎ ]

Companhia dos Amigos no programa Vitrine da TV Cultura

postado em 19 de nov de 2009 06:18 por Lucien C.   [ 19 de nov de 2009 06:24 atualizado‎(s)‎ ]


Sabrina Parlatore mostra um condomínio inteligente em São Paulo que tenta aproximar os moradores e criar uma comunidade virtual. Com dispositivos tecnológicos, o prédio permite que os condôminos se relacionem entre si com códigos e até sinais semelhantes aos de trânsito.

'Loki' expõe lucidez insana de Arnaldo Baptista

postado em 19 de nov de 2009 06:14 por Lucien C.

3 de Agosto de 2009
Publicado originalmente em http://blogdomauroferreira.blogspot.com/2008/10/loki-expe-lucidez-insana-da-mente-de.html


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"Minha alegria são as etapas vencidas", admite Arnaldo Dias Baptista, eterno mutante, logo num dos takes iniciais de Loki, arrebatador documentário produzido pelo Canal Brasil sobre uma vida que, como ressalta Lobão, foi sublimada na forma de Arte.

Ao costurar depoimentos com fartas e raras imagens de arquivo, o diretor Paulo Henrique Fontenelle expõe a lucidez insana da mente de Arnaldo, merecidamente saudado no filme como o artista que deu identidade brasileira ao rock através do conjunto Os Mutantes, ápice de trajetória musical que, de forma simbólica, começa na infância, quando, no alto de uma roda-gigante, Arnaldo ouviu Elvis Presley (1935 - 1977). "Eu me senti vivo", recorda.

Na roda-viva do mundo adulto, Arnaldo, adolescente, formaria o grupo The Thunders, que desembocaria no conjunto O' Seis (já com Rita Lee), que, por sua vez, seria o embrião dos revolucionários Mutantes. "A cabeça dos Mutantes era a de Arnaldo Baptista", sentencia o maestro tropicalista Rogério Duprat (1932 - 2006), acrescentando que o trio paulista foi o elemento mais importante da geléia geral brasileira arquitetada por Caetano Veloso e Gilberto Gil em 1967.

Loki, a propósito, reproduz trechos da histórica apresentação de Domingo no Parque no III Festival de Música Popular da Brasileira, exibido pela TV Record em 1967. Foi quando Gilberto Gil se aliou ao trio para derrubar o muro que separava o rock da música brasileira.

Ao imediato estouro dos Mutantes, vieram, na seqüência, as viagens alucinógenas a bordo de LSD. "As drogas somente atrapalharam. Foi o começo do fim", interpreta o produtor Liminha, na época baixista dos Mutantes. Sem fazer julgamento moral, o filme enfatiza através dos depoimentos o prejuízo que as drogas causaram na mente de Arnaldo. Sobretudo depois que Rita Lee, o primeiro idealizado amor do artista, saltou fora dos Mutantes e da vida de Arnaldo. Não necessariamente nessa ordem.

Loki, aliás, acerta ao não tomar posição em relação à ainda controvertida saída de Rita da banda. Se a Ovelha Negra (que se recusou a falar sobre o assunto para o filme) sustenta em entrevistas que foi expulsa por Arnaldo e Sérgio Dias Baptista, então decididos a guiar os Mutantes por trilhas mais progressivas, Liminha e o baterista Dinho Leme afirmam lembrar do momento em que a cantora comunicou aos colegas que estava saindo do grupo. Já Sérgio Dias dá a entender que a versão da expulsão é mais uma das fantasias da teatral Rita.

Espontânea ou não, a saída de Rita Lee do grupo ajudou a desintegrar a mente de Arnaldo Baptista. Tanto que o artista, depressivo, logo sairia dos Mutantes e gravaria um estupendo primeiro disco solo, Loki (1974), em cujas desiludidas letras expôs sua fratura emocional.

A crise se agravaria a ponto de Arnaldo não fazer seu agendado show no Festival de Águas Claras, em 1975. Contudo, da efêmera união do artista com a atriz Martha Mellinger, nasceria em abril de 1977 Daniel, único filho de Arnaldo e, naquele momento, único ponto de equilíbrio na confusão de sua vida.

Nem a formação de uma nova banda, a Patrulha do Espaço, deu novo prumo à carreira de Arnaldo, que, em 31 de dezembro de 1981, dia do aniversário de Rita Lee, tentou o suicídio ao se atirar do quarto andar de um hospital psiquiátrico. "Eu me joguei da janela", assume Arnaldo. Contudo, o jogo da vida ainda não estava perdido para o mutante. No longo período de convalescença, entrou em cena Lucinha Barbosa, fã que viria a se tornar a dedicada mulher do artista.

Em seu refúgio em Juiz de Fora (MG), amparado por Lucinha, "sem ligação com o passado", como ela enfatiza em seu depoimento, Arnaldo foi reorganizando sua mente num universo todo particular, com o auxílio da pintura. Até a volta consagradora em 2006 com a reunião dos Mutantes para show em Londres, idealizado dentro de evento em homenagem à Tropicália. A volta se estendeu ao Brasil e, em janeiro de 2007, um show ao ar livre reuniu 80 mil pessoas em São Paulo (SP) em torno dos Mutantes. Foi, no entender apropriado de Tom Zé, o fecho de um ciclo na carreira de Arnaldo.

Ao fim do filme, de todo comovente pela história naturalmente interessante do artista, Zélia Duncan - mutante temporária, recrutada para assumir no show de 2006 o posto de vocalista recusado por Rita Lee - sintetiza muito do visto e ouvido em duas horas de narrativa ao dizer que o legado de Arnaldo Baptista é a liberdade. Loki seduz ao expor sem firula a saga de um artista que venceu etapas e - hoje já alegre - celebra a eterna mutação da vida.

Via Aha! Aha!

postado em 19 de nov de 2009 06:06 por Lucien C.

22 de Julho de 2009

O ViaAha! é um trabalho transformador, amoroso, focado, de inteligência coletiva e que represente um salto de qualidade profissional e pessoal. Trata-se de um acompanhamento individual. Um formato de coaching/counseling diferenciado, vivencial; e que, tendo a andragogia como eixo, passa pelas diversas áreas do conhecimento de forma a buscar soluções criativas e reflexivas. Tudo começa com uma simples pergunta: “Qual é o seu pedido?”.


capa-cartoon webDurante 6 encontros semanais de 1h, com a seguinte equipe:

• A educadora Anita Prado Ferraro e a psicóloga Maria de Fátima Rodrigues, que atuam como “balizadores” em busca do pedido feito,

• O artista Woody, que desenvolve material gráfico e em vídeo, desenvolvido com auxílio de dois ajudantes. Vale qualquer coisa que o participante sonhar, desde que seja seu pedido mais sincero.

Permitir-se sonhar para além das vicissitudes do dia-a-dia traz um resgate de esperança a este profissional “submerso” no trabalho de cuidar. Também traz leveza ao ambiente. Mas acima de tudo, possui uma importância muito maior. Afinal, ao longo do processo o participante é acompanhado em ações práticas e, se não atinge completamente seu objetivo, percebe-se capaz de chegar lá por meio da CRIATIVIDADE. A equipe utiliza-se de:

*PEDIDO – o Pedido é um ponto traçado no futuro. Serve para alinhar as ações de auto-conhecimento e representam um problema a ser resolvido, uma meta, algo que dê sentido maior à vida.

*SÉRIE DE PERGUNTAS – durante os encontros, o objetivo maior é perguntar e ouvir – de forma a estreitar laços com o participante e esclarecer tanto seu pedido quanto sua situação atual. O objetivo é caminhar com o participante para o mais próximo possível da concretização do Pedido.

*LEITURA DA PAISAGEM – é uma visita física ao local do consulente, seja sua mesa ou até mesmo sua casa.

*CARTOGRAFIA PESSOAL – conjunto de mapas da personalidade do consulente. Estes podem ser entregues paulatinamente ao longo dos encontros ou todos em um só kit, ao término do ViaAha! *TRABALHOS MANUAIS (“Metendo a Mão na Massa”) – em um dos encontros, é pedido ao participante que desenvolva algo com as mãos – normalmente uma receita, como um bolo ou biscoitos. As mãos estão diretamente atreladas ao fazer e à alquimia. *PESQUISAS – os profissionais “balizadores” fornecem ao participante, pesquisas e indicadores relacionados ao seu Pedido.

*ACOMPANHAMENTO VISUAL – por meio de representações artísticas (cartoons, pequenos vídeos, materiais impressos), o consulente vê a si mesmo com outros olhos, criando-se assim’condições propícias ao “insight” – daí o nome ViaAha!, ou seja, “por meio da descoberta”.

*DIÁRIO DE BORDO – pasta que fica com o participante e na qual ele guarda suas páginas, pesquisas, tarefas etc.

*SENSÔMETRO – instrumento de aferição dos resultados atingidos. O ViaAha! surgiu tendo como inspiração o Ócio Criativo de Domenico deMasi e a Escola da Ponte de José Pacheco. Baseia-se na maiêutica de Sócrates e na Paidéia grega, e quem melhor o fundamenta são os criadores da transdisciplinaridade: Basarab Nicolescu e principalmente Edgard Morin. Melhorias esperadas: • na relação com os parceiros profissionais, • nas relações familiares, • no equilíbrio entre trabalho e lazer, • no empenho quanto ao desenvolvimento profissional (cursos, qualificação etc) Para maiores informações, mande-nos um e-mail.

União com máquinas vai libertar o cérebro do corpo

postado em 19 de nov de 2009 06:03 por Lucien C.

10 de Junho de 2009

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Bate-bola com o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, da Universidade Duke, nos EUA

(Publicado na Folha de S. Paulo, em 10/06/2009)

O pesquisador é pioneiro no estudo de interações entre cérebro e máquina, e já realizou proezas tecnológicas como fazer um robô no Japão andar impulsionado por ondas cerebrais de uma macaca nos EUA.
O objetivo do trabalho é desenvolver próteses neurais que permita a pessoas paralisadas andarem novamente.
Nicolelis foi entrevistado pelos jornalistas Gilberto Dimenstein, membro do Conselho Editorial da Folha e Hélio Schwartzman, articulista do jornal, e pela neurocientista Suzana Herculano-Houzel, da UFRJ. A mediação foi de Claudio Angelo, editor de Ciência.

IMAGEM DO BRASIL

Em 1991, cheguei um dia para dar uma palestra na Califórnia e falei que era da Universidade de São Paulo. Quando terminei de falar, um americano olhou para mim e disse: "Isso é perto de Santa Monica?"
O que vejo [agora] é o Brasil com algumas coisas no centro da agenda científica mundial. O Brasil, nas projeções que vi, vai se transformar no grande celeiro do mundo, tem a biodiversidade, a possibilidade de ser o primeiro país a se livrar do petróleo, a energia alternativa.

MILIONÁRIOS

Nos Estados Unidos, as pessoas que têm muito dinheiro pensam que é a chance de comprar a imortalidade.
A [Universidade] Duke teve várias doações de pessoas que queriam associar o nome delas a uma descoberta. E evidentemente que o governo americano foi muito esperto de criar uma legislação fiscal que ajuda.
Aqui no Brasil a relação com dinheiro é outra. As pessoas ainda têm a ilusão de que levam com elas o dinheiro. A elite americana valoriza mais uma educação de alto nível.

BUROCRACIA

É muito mais fácil eu doar dinheiro para a Duke do que para a USP. Se eu quiser hoje pôr o nome da minha avó no anfiteatro da Faculdade de Medicina, provavelmente morro antes de conseguir - e o nome dela nem é tão longo. Quando cheguei aqui no Brasil para criar nosso projeto [o Instituto Internacional de Neurociência de Natal], eu contei: foram 65 assinaturas para provar que eu existia.
Quando era aluno da USP, era impossível importar um anticorpo, um insumo. Melhorou muito, mas ainda não é o que um cientista num laboratório de ponta desejaria ter.

OURO DO PENTÁGONO

[Ao ser questionado sobre receber dinheiro do Departamento de Defesa americano.] O que eles me pediram foi para criarmos uma forma de, em 30 anos, fazer os veteranos de guerra paralisados voltarem a andar. E estamos chegando lá.
O Sidney Simon, que é meu grande amigo americano, falou: "Dinheiro é dinheiro". Não me meto. Dou uma palestra, mostro o que sei fazer, aí entram dez advogados e eles sentam com quem quer doar.

DEUS

Deus, na minha opinião de palmeirense -você acredita se quiser-, é uma necessidade que todos nós temos de explicar de onde viemos. Aparentemente existe uma necessidade do nosso cérebro de contar uma história. Acho que o cérebro é um grande simulador, ele simula a realidade completa, toda a história da nossa vida. E essa história tem que ter um começo, ela tem que ter uma explicação lógica de onde nós viemos. Nesse domínio vem a noção de Deus, a religião.

O CÉREBRO UNIFICADO

Nós vamos publicar daqui a poucas semanas registros do córtex visual em que 12% das células respondem à informação tátil e vice-versa.
Faz cem anos que essa ideia [de que o cérebro se divide em "casinhas", cada uma com uma função] se cristalizou. Nós estamos à beira de demonstrar que isso é balela. A função, no cérebro, não é determinada geograficamente. Ela é determinada de acordo com as demandas da tarefa que se impõe ao cérebro.
Então, se uma pessoa perde a visão e ela tem que navegar pelo mundo sem o sistema visual, ela remapeia o atributo táctil por todo o córtex, inclusive o visual. Nós estamos abandonando essa ideia de que o cérebro é um grande mosaico e partindo para noção de que o cérebro é uma grande democracia.

PARKINSON

[Sobre o tratamento contra Parkinson com estimulação elétrica desenvolvido por sua equipe na Duke.] Quando começamos a olhar para animais [camundongos] que desenvolviam um Parkinson muito violento e muito rápido, tudo levava a crer que a atividade do cérebro parecia uma crise epiléptica. Então falamos "isso é uma crise epiléptica, vamos tratá-la como se fosse uma". As vantagens de estimular atrás da medula espinhal são várias: é mais seguro, muito mais fácil, muito mais barato. Mas a grande vantagem, do ponto de vista teórico, é que muda a forma de olhar para o cérebro. Ao invés de tentar tratar um lugarzinho, que era o que a teoria anterior achava, você está tratando o circuito inteiro. Do ponto de vista filosófico, isso é uma mudança radical. Já temos os modelos para primatas prontos e nós vamos fazer boa parte desses estudos lá em Natal. Espero que, se os resultados em macacos forem tão bons quanto eles foram nos roedores, no ano que vem a gente começa a fazer esses estudos em humanos.

CORPO MECÂNICO

O pensamento nada mais é do que uma onda elétrica pequenininha, se espalhando pelo cérebro, numa escala de tempo de milissegundos. O que fizemos [com primatas] foi descobrir que é possível ler esses sinais e extrair deles comandos motores capazes de reproduzir num braço mecânico ou numa perna robótica a intenção motora daquele cérebro.

TELECINESIA

E nós fechamos o circuito: o macaco usou sinais do córtex motor para controlar a prótese e a prótese [usando sensores, quando o pé atinge o chão] mandou informação de volta sem usar o corpo para nada. O cérebro se libertou do corpo de vez. Isso quer dizer que, a longo prazo, nosso alcance como humanos vai mudar completamente. Você vai ter a chance de atuar voluntariamente em um ambiente a milhares de quilômetros da sua presença física.
No futuro, em muito menos de 30 anos, você vai conseguir ter a sua presença à distância. A Agência Espacial Europeia analisou nossos trabalhos e concluiu que não tem sentido mandar humanos para Marte. Nós vamos de qualquer jeito, manda algo que nos represente pelos nossos pensamentos.

UNIVERSIDADES

Se estivesse na situação de um jovem hoje, pensaria muito antes de ir para a universidade. Ela precisa mudar demais, se reestruturar tremendamente.
As divisões são do século 19, elas têm muito pouco a ver com a realidade. Precisamos criar mecanismos para acelerar e desburocratizar o processo de formação de cientistas. No mundo inteiro.

LULA E PT

Eu não me rotularia um petista, me rotularia um humanista [ao ser perguntado se seu petismo arrefeceu]. E eu e mais 80% da sociedade brasileira acreditamos que o atual governo teve avanços fundamentais.

CIÊNCIA "DO MAL"

A ciência transformou-se em uma coisa misteriosa. Sempre que fazia uma palestra, a primeira pergunta era: "E se isso for usado para o mal?". Vejo na imprensa no mundo inteiro esse afã de "e se fizer um gene desses errado, vai surgir um Frankenstein que vai destruir a raça humana". Pode? Pode.
Mas tudo pode. O Palmeiras pode ganhar o título neste ano.
Mas as chances são remotas.

Carta da Terra é tema de 2º Fórum de Comunicação

postado em 19 de nov de 2009 05:57 por Lucien C.

7 de Maio de 2009

Edmund PhelpsNobel Edmund Phelps - by Woody


























Criada em 2000, a Carta da Terra defende, entre outras coisas, a preservação do meio ambiente, o fim dos preconceitos, a paz entre os povos e a sustentabilidade como pré-requisito para a perpetuação da espécie humana. O documento que serviu de inspiração para o Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, no ano passado, continuou a ser debatido na segunda edição do evento, em São Paulo, nos dias 6 e 7 de maio.

O Fórum foi conduzido pelo "mestre sem-cerimônia" Wellington Nogueira (Doutores da Alegria), e entre os participantes das quatro mesas temáticas, estiveram nomes da política, dos movimentos sociais, de empresas, da área acadêmica e da espiritualidade, além de três ganhadores de prêmios Nobel – David Trimble, Paz em 1998, Mohan Munasinghe, Paz em 2007 e Edmund Phelps, Economia em 2006.

Este último foi presenteado pelo Ahático Woody, com uma caricatura. Woody fez ainda um segundo desenho, postado aqui. O sr. Edmund, apesar da visão de futuro muito clara em sua fala, foi impreciso ao receber o presente: não sabia se ria ou permanecia em sua postura bastante séria!

Durante a realização do evento ainda foram apresentados os resultados da pesquisa Brasil Ponto a Ponto – realizada pelo PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, em que os internautas deveriam opinar sobre o próximo tema do Relatório de Desenvolvimento da ONU (leia reportagem O que precisa mudar no Brasil?). Também houve exibição do vídeo sobre o 4º Dossiê Universo Jovem, produzido pela MTV Brasil e que aborda o tema da sustentabilidade, e o perfil da programação do Canal Futura.

Anita explica o conceito de Comunidade Vertical Urbana

postado em 19 de nov de 2009 05:56 por Lucien C.

Em entrevista concedida ao Primeiramão, a educadora e empresária Anita Prado apresentou a história do edifício Companhia dos Amigos, o primeiro construído com o conceito de Comunidade Vertical Urbana - que contempla não somente a sustentabilidade ambiental, mas também a sustentabilidade das relações humanas.

Confira em: http://blog.primeiramao.com.br/index.php/2009/04/24/edifcio-companhia-dos-amigos/


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Radiohead faz arte essencial, pura, um soco no estômago

postado em 19 de nov de 2009 05:54 por Lucien C.


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“Drops sabor inspiração e cultura coloridos afetivamente.”

“Drops de Pérolas #7”

Hoje, quando o tintureiro chegar e perguntar "Tem roupa pra lavar?", vou disfarçar e dizer "Tem não, senhor..." Da última vez que dei minhas roupas para lavar após assistir a um show do Radiohead, vi no dia seguinte o tintureiro voltar com uma certa melancolia estampada na face... A música deles impregna até na roupa.

Não desgruda. Logo após o show, é impossível sequer ligar o rádio do automóvel. Conversar com alguém, nem pensar... Dependendo de quem esteja com você então, é uma ótima desculpa.

Na manhã seguinte você ainda acorda enlevado, perguntando: o que é aquilo que passou ontem por mim com tanta força? Mas erra feio quem reduz estes sentimentos somente à melancolia. Este é só um dos inúmeros calafrios que se sente ao ouvi-los ao vivo.

E, a cada música, a viagem te conduz a lugares distintos. Você fatalmente irá se apaixonar pelo trabalho deles, se os lugares em que a música deles te levar forem os lugares que você eventualmente gostaria de estar, de conhecer... Senão, não vai gostar.

A música é mágica, enigmática, lancinante, ousada. O grupo se apresenta exatamente como eles são fora do palco. Sem afetação, modismos, superficialidades. Não fazem gênero.

Vão lá, dão o seu recado e, infelizmente, vão embora. E são generosos. Mais de duas horas disso tudo, com uma mistura na medida certa entre som, luz e imagem. Uma completando a outra. Luz e imagem a serviço da música. Nada está lá à toa, para chamar atenção. Tudo na medida certa, elegante. Um show impecável, inesquecível.

Difícil destacar alguma música (apesar de minha paixão por "Videotape"). Nem as mais antigas parecem deslocadas no contexto geral do show. Thom Yorke, gênio encantado, cantor excelente e absurdamente carismático, te conduz com segurança e uma pontinha de satisfação a uma outra dimensão. Depois, fica muito difícil voltar... Nosso mundo aqui é bem mais chatinho.

Só fico um pouco incomodado quando leio que Radiohead é uma banda de rock. Ser só uma banda de rock certamente não é pouca coisa, mas eles vão muito além. Muito além... Evidentemente que estas são sensações muito particulares.

Mexe com um, não mexe com outro. Só estou querendo dizer que este grupo de cinco rapazes, amigos de colégio, se juntou e misturou letra, música, técnica, performance, luz e imagem de uma maneira que me inquieta, me transtorna.

É arte. Pura, essencial. Um soco no estômago. Ed, Colin, Jonny, Phil e Thom, quero acreditar, conspiraram com a intenção de me fazer levitar com sua música. E eu, daqui de cima, vejo uma galera saindo do show tarde da noite...tranquila. Feliz.

ISAY WEINFELD, 56, é arquiteto.

(Publicado na Folha de São Paulo, em 24 de março de 2009, dois dias após o show da banda inglesa na Chácara do Jóckey, São Paulo.)

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